segunda-feira, 15 de março de 2010

Adriano e Haiti.

Nem bem tinha ocorrido o terremoto do Chile, vozes “civilizadas” se apressaram em diferenciar uma “comunidade” organizada – o Chile – de um agregado de gente – o Haiti. Reproduziam, no seu elitismo, o lema central do capitalismo - “Civilização ou barbárie”.
Uma sociedade desagregada, miserável, condenada às calamidades – a menção a que seja uma nação negra fica sugerida -, em comparação com esse pedaço de Europa no sul do continente - que até elegeu um Berlusconi como presidente. A anarquia haitiana e a sobriedade chilena.

Quando, de repente, começaram os saques, apareceram aos borbotões os “rotos” chilenos – como os ricos chamam os pobres por lá – atacando supermercados, foi se revelando o desamparo em que ficou a massa da população. Surgiram os erros gigantescos na previsão e na chamada da população para que se precavesse do tsunami que sucedeu o terremoto e causou outras tantas mortes. Revelou-se um número equivocado de mortos, corrigiu-se e de novo tinham se equivocado. A população reprovou a forma vacilante do governo enfrentar as consequências do terremoto.

A própria presidente Bachelet e seu Ministro de Relações Exteriores – dando a impressão que buscavam diferenciar-se do Haiti, evidenciando que não tinham se tornado um país desvalido – se apressaram em dizer que não necessitariam de ajuda exterior. Poucos dias passaram até que tiveram que se desmentir, solicitando ajuda.

Os terremotos são fenômenos terríveis, não apenas pelas mortes e outros danos humanos e físicos graves que produzem, mas também porque nos dão a sensação literal de que “nos falta o chão”, jogando-nos no abandono, na insegurança, já que nos faltando o chão, parece que nada mais pode nos amparar. Quem viveu essa experiência traumática, nunca mais a esquece.

É evidente tambem que em qualquer catástrofe natural, os países mais pobres e as regiões mais pobres desses países sofrem muito mais, muito mais casas são destruídas, muito mais gente morre. Não se trata de maior ou menor “civilização”, mas de riqueza, de sua concentração nas mãos dos países que foram colonizadores e são imperialistas e os outros, vitimas deles.

No Haiti, mais além da imagem que a imprensa tratou de passar, do último circulo do inferno, a população se mobilizou, se organizou, demonstrou uma valentia e uma coragem moral que poucos países e povos demonstraram. Assim como o povo chileno resistiu aos duros sofrimentos do terremoto, às perdas, às destruições. Claro que o nível atual de desenvolvimento do Chile é superior ao do Haiti, por razões históricas muito claras – em que as potências capitalistas têm responsabilidades gravíssimas, basta dizer que somente agora decidiram cancelar a dívida externa do Haiti.

Dá para fazer comparação com o Adriano. Quando ele desistiu de seguir jogando na Inter de Milão, renunciou a um contrato milionário, associado à fama e ao exibicionsmo midiático, porque “não estava feliz”, vozes similares não demoraram a dizer que havia algo muito mais complicado com ele, “álcool, drogas ou até algo pior”. Ele tinha que estar se comportando sob os efeitos da bebida, da droga ou “de algo pior”, para renunciar a dinheiro pelo sentimento de felicidade, de estar na favela da sua infância brincando com pipa com seus amigos, a quem mandava comprar sanduíches.

Agora, bastou o Adriano aparecer envolvido em uma festa noturna, um conflito com a namorada, faltar a treinos, para essas mesmas vozes – que consideram que Kaká, Ronaldinho, etc., se comportam como se deveria comportar um ser humano “normal” -, para pregar que Adriano não seja mais convocado para a seleção, que não vá ao Mundial – talvez com esperança que o Ronaldo corintiano, aquele que deixou de vir para o Flamengo, seu time do coração, para ir ao Corinthians, por dinheiro – o substitua.

Essa atitude preconceituosa, a mesma que quis condenar o Haiti e absolver o Chile, se volta contra o Adriano, como a dizer que “quem nasceu nesse meio, quem prefere esse meio a Milão, um tipo com esses valores, acaba recaindo sempre no vício, não é pessoa confiavel”, etc., etc.

Os pobres – os países e as pessoas - nasceram pobres e assim morrerão. Como se tivessem um destino de ser pobres, não fossem produto histórico de processos que os produziram como pobres, sofrendo as pressões para seguirem assim. O Haiti não tem jeito, Adriano não tem jeito. Os pobres não têm jeito, quem nasceu pobre, morrerá pobre.

É intolerável para os preconceituosos, que Adriano tenha tomado essas atitudes, torcem para que naufrague diante do alcoolismo, para vituperar seu famoso: “Eu sabia, eu não disse, essa cara nao presta, etc., etc. Da mesma forma que desconhecem que o Haiti foi a vanguarda das lutas de independência na América Latina, que derrotou a Franca de Napoleão, antes de ser massacrada e pagar até hoje o preço dessa audácia.

Os pobres teriam que se conformar em ser pobres. Evo Morales, Lula, Mujica, Hugo Chávez teriam que dar errado; FHC, Sanchez de Losada, Carlos Andres Perez, Lacalle – teriam que ter dado certo. Mas a realidade é outra.

*Emir Sader. Sociólogo e cientista político.

Fonte: Carta Maior. 14/03/2010.

O esquema do Golpe.

Clique em cima da imagem.

domingo, 14 de março de 2010

A fisiologia do Golpe.


O artigo reproduzido a seguir foi escrito no ano de 2005, mas parece que foi escrito nesses últimos 3o dias. O enredo é o mesmo: a destruição do PT e de sua candidata à presidente da República. O personagem principal muda: sai Lula e entre Dilma. Os personagens periféricos também mudam: sai Bob Jefferson e o delegado Bruno e entra o promotor sócio de bicheiro Carlos Blat. Mas, assim como nas eleições de 2006, o consórcio PiG-DEMO-PSDB-PPS-MP vai quebrar a cara. Mais uma vez, a sociedade não mais acredita no que publica o PiG, a sociedade sabe que o PiG tem lado, que é o lado do passado, encarnado na figura do eterno candidato José Serra.

Inconformado com a perda do cargo mais importante do Brasil, o PSDB apoiado pelo seu "irmão gêmeo", o PFL, decidiram engendrar um golpe para retomar o poder em 2006. Para alcançar este objetivo foi traçado um caminho eficiente: a construção de um "senso comum" onde todas as pessoas possuem a mesma opinião e a sensação de idéias próprias, ou seja, as idéias são genuínas e não foram plantadas. As idéias básicas, meticulosamente construídas, neste "senso comum" foram:

• "O PT é corrupto": essa é uma idéia fácil de difundir, pois o povo nunca confiou em político, porém, como historicamente o PT sempre ficou fora dos escândalos políticos o povo passou a tratar o PT como exceção. Para potencializar essa idéia se fez necessário apoiá-la na força das idéias que seguem;

• "O PT nos decepcionou": esta idéia, ligada umbilicalmente com a anterior, tem o propósito de criar nas pessoas o sentimento de terem sido enganadas, para que o respeito e amor ao PT se transformem em ódio;

• "Nunca houve tanta corrupção": distorcer, aumentar e difundir os indícios de corrupção e também criar fatos novos para aderir no “senso comum” a certeza que o PT montou um plano para ficar vinte anos no poder, roubando. Especial atenção é dada aos fatos gerados em administração do PT em governos estaduais e municipais. Como o povo brasileiro não conhece a administração petista implantada em Ribeirão Preto, fica fácil acreditar no “ético Buratti”.

• "O LULA não cumpre as promessas": criar nas pessoas a idéia que o verdadeiro motivo do LULA é dedicar-se ao roubo e que as promessas eram apenas para enganar;

• "O governo LULA é incompetente": Baseando-se no fato do LULA não ter faculdade, muitos “doutores” que se acham mais reais que o REI, publicam artigos para ridicularizar todas as ações do governo e para pregar que o LULA não foi uma boa escolha para conduzir nosso destino.

Estratégias usadas para atingir o objetivo:
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• Atacar as bases do governo: Na eleição presidencial de 2002 a oposição aprendeu que não adianta atacar o LULA diretamente, pois, quanto mais se fizer isto, mais o LULA se transforma em mito. A saída é derrubar as bases de sustentação e deixar o LULA "sangrando" até 2006.

• Dissimulação: para que o senso comum se consolide é importante passar para o povo a informação que nenhuma denuncia nasceu da oposição, o que faz com que “ninguém” acredite no LULA quando este denuncia o golpe.

• Implantação de um gancho: aderir no "senso comum" a idéia que a política econômica do LULA deu certo porque seguiu a cartilha neoliberal. Este gancho, no momento oportuno seria utilizado para conduzir o PSDB ao poder.

• Freio na roda: a idéia é atrapalhar o máximo possível o trabalho do governo, agindo principalmente nos bastidores do parlamento, para que o governo não consiga seus objetivos;

• Alavancagem ética: consiste em usar a própria ética do PT para denegrir. O governo LULA movimentou as instituições federais para desbaratar esquemas de corrupção que sempre estiveram debaixo do tapete. Nunca a polícia federal e outras instituições foram tão eficientes, o que gera nas pessoas a noção de aumento da corrupção. A idéia da oposição é "colar" no "senso comum" a certeza que o PT é a causa de tanta corrupção, baseando-se no fato dessa corrupção aparecer justamente quando o PT é governo. Quanto maior for a ética do PT, mais o PT será atingido.

Ferramentas utilizadas:

• A imprensa que é divida em três segmentos: o primeiro é composto por jornais, revistas e televisões que nunca gostaram do PT. Este segmento é articulista e é parte integrante do golpe. Utiliza o "jornalismo investigativo" e se esconde atrás da "liberdade de imprensa". O segundo segmento também é composto por grandes jornais, revistas e televisões e atuam como "inocente útil". Neste segmento o jornalista agride usando a sua "intuição" para divulgar o que o povo espera e não contraria o "senso comum". O terceiro segmento, que não agride e pouco defende, fica paralisado para não contrariar o "senso comum". Neste terceiro segmento existem poucas exceções entre as quais se destacam a revista CARTA CAPITAL, CAROS AMIGOS e pouquíssimos blogs.

• CPMIs: Esta foi a principal arma utilizada. Todas as estratégias foram operacionalizadas nas CPMIs. Os ataques foram coordenados e fatais. A eficiência foi tão grande que os petistas ficaram paralisados. Tudo o que puderam repetir foi: "Se há indícios de corrupção devemos investigar tudo para que a verdade apareça". A oposição usou toda a sua experiência em corrupção, para circunscrevê-la de modo tal que se cristalizasse no "senso comum" a idéia que o PT inventou a corrupção. A CMPI foi transformada em palanque eleitoral. Foi um massacre onde o PT entrou com o rosto e a oposição entrou com os punhos. Foi orquestrada uma chuva de denuncias vinda de todos os lados. É importante notar que nenhuma dessas denuncias isoladas conseguiria derrubar o PT. Cada uma dessas denuncias foi escolhida para que parecesse verossímil e de difícil apuração.

• Tribuna do parlamento: a audiência dessa ferramenta é bem menor do que a CPMI, porém foi largamente utilizada. Todas as acusações jogadas nas CPMIs foram potencializadas e repetidas à exaustão até que parecessem verdades. Cada pronunciamento de parlamentar que esboçasse qualquer defesa era ferozmente atacado. As palavras do LULA eram distorcidas e ridicularizadas.

• Entrevistas: A imprensa articulista e integrante do golpe promoveram centenas de programas onde os convidados preconizavam o "fim do PT". Afirmavam que o presidente LULA sabia de tudo, que a política externa deste governo está errada, que a economia vai ser contaminada com a crise, que o Brasil não conheceu outro escândalo tão grande, etc. A idéia básica desses articulistas é usar imagens de "cientistas políticos idôneos e independentes", para promover o desgaste do governo. As notícias são montadas de forma a destacar a versão colocada pela oposição para consolidar o “senso comum”.

• Reuniões estratégicas: para treinar a "tropa do mal" e motivar com palavras de ordem: "Vamos acabar com essa raça...".

Devo admitir que a idéia de construir um “senso comum” foi eficiente, pois conseguiu tirar a vantagem do LULA nas pesquisas eleitorais. Apesar da “dissimulação” o plano não conseguiu enganar a todos porque tem um erro básico na estrutura: o conjunto da obra pretende acabar com o PT e não com a corrupção, o que revela os verdadeiros autores do plano.

Convido todos os amigos do presidente LULA para elaborarmos um “plano do bem” que seja capaz de reconstruir o “senso comum” e conduza o Brasil a um ciclo virtuoso de crescimento com benefícios a todos os brasileiros."

José H. S. Fernandes

Administrador de empresas.

quarta-feira, 10 de março de 2010

E nós, vamos ficar parados?!

A cada dia que passa - e o com a eminência da derrota - vejo aquela turma que, tanto mal fez e faz ao Brasil querer dá um golpe na nossa democracia, e por pura inveja, e incompetência tentam de forma picareta desestabilizar e criar fatos para afetar a candidatura de nossa futura presidente Dilma.

Aquela mesma turma que levou Vargas ao suicídio, que levou Jango a deposição e instalou a ditadura. Aquela mesma turma que, cresceu e detém o monopólio da comunicação graças ao apoio que deram aos militares, aquela mesma turma que, emprestava carros para pessoas serem torturadas e mortas no regime militar.

Pois é, essa turma só mudou de nome e sigla partidária, mas representam os mesmo pensamentos preconceituosos, elitista e separatista e de submissão aos interesses estrangeiros.

Pois bem, essa turma que, privatizou a Telebrás e a Vale do Rio Doce, que quase privatizou a Petróbras, que elevou a patamares altíssimos a nossa divida externa, que era e ainda é subserviente ao interesse internacional, que tentou dá um golpe em Lula em 2005, que é contra as cotas para os negros, índios e estudantes de escolas publicas, que é contra a política de distribuição de renda, como o bolsa família, por exemplo.

Essa mesma turma que queria Arruda como vice do eventual candidato da oposição, que defende Yeda Crusius, a turma que é aliada do Prefeito cassado Kassab, a turma que foi omissa ao não investir em infra-estrutura e levou a morte várias pessoas em São Paulo, em conseqüência das enchentes causadas pelas chuvas, e que recentemente no Instituto Millenium se reuniram para montar uma estratégia de guerra contra a candidatura de Dilma.

Esse grupo, virulento e raivoso, quer voltar ao pode a qualquer preço e de qualquer forma. A “guerra está preste a começar”, e eles vão usar dos meios mais covardes e inescrupulosos que tiverem, criando fatos e manipulando matérias para atacar e manchar a imagem de Dilma, ou a gente acha que aquela frase de um dirigente tucano aonde ele diz: “Precisamos de fatos novos”, não remete a isto.

E nós? Vamos ficar parados, olhado esse processo na arquibancada, como eles querem? Será que vamos ver todo esse jogo sujo como simples torcedores, sem participar ativamente desse processo? Será que vamos deixar essa turma que tanto mal fez ao Brasil tentar voltar ao comando do nosso país?

Eu já decidi, não vou ficar só na arquibancada, vou jogar esse jogo, quero ser um dos atores dessa história, não vou ficar apenas olhando, parado, vendo essa turma se reunir e mobilizar um ataque covarde contra a nossa democracia. Vou à luta e darei minha contribuição pedindo votos, fazendo campanha e conquistando mentes e corações para o projeto de Lula que é a vitória de Dilma. Minha mente é subversiva, inquieta, transformadora e que não agüenta ficar parada só assistindo como torcedor.

Vamos à luta! Para se vencer um jogo é preciso lutar, “guerrear”, travar o bom combate, não podemos deixar de divulgar o nome de Dilma um só momento, não podemos ficar parados diante as atitudes covardes dessa mídia conservadora que está aí, que não aceita o sucesso de um Presidente Operário, vindo do trabalho e não da elite deles e que a todo custo vão tentar impedir – sem sucesso – que uma mulher assuma o comando do Brasil.

E aí, vamos ficar parados? Vamos à luta companheiros!!!

Hasta La Victoria Siempre!!
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Por Cezar Miranda.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Carpe Diem!

A partir de hoje o Blog do Cezar Miranda abrirá espaço para os artistas, poetas e todos que, de uma forma ou de outra contribuam para o enriquecimento da nossa cultura.
Começarei publicando um poema do meu amigo e estudante universitário Leonardo Bezerra.

Carpie Diem.

Algumas pessoas não sabem aproveitar a vida
Não sabem o significado da palavra: Aproveitar.
Algumas pessoas não sabem que são felizes
E quando descobrem elas se tornaram pessoas amargas e rancorosas.

Alguns querem ser sábios, mas não entendem nem seu próprio coração.
Alguns querem ser poetas, mas não sentem o âmago da poesia.
Alguns querem ser românticos, mas ainda não sabem amar.
Alguns querem beijar o paraíso, mas ainda não encontraram as rosas.

Como aproveitar a vida quando ela apenas nos proporciona lágrimas?
Como ser romântico quando as mulheres não acreditam mais em milagres?
Como ser fiel quando a tentação corrói a carne?
Como ser poeta quando as pessoas só querem sexo?

Podemos ser felizes com as lágrimas de felicidade que envolve o sorriso
Podemos ser românticos sem ser vulgar, sem prometer o impossível
Podemos ser fiéis ao coração sem cair na tentação do prazer da carne
Podemos ser poetas sinceros sem medo de ser envolvidos por um sexo explícito e vulgar.

Devemos ser felizes pelo que temos pelo que conquistamos e pelo que vamos conquistar.
Devemos ser humanos para poder entender o enigmático.
Devemos ser vencedores mesmo depois de uma derrota.
Devemos ser sonhadores diante de uma realidade irreal.

Nem sempre uma lágrima significa tristeza, nem sempre um sorriso significa felicidade.
Ainda não sabemos distinguir nossos próprios sentimentos
Ainda não sabemos amar o semelhante sem pensar na recompensa
Ainda não aprendemos a respeitar o prazer da vida, em estar vivo.

Quando entendermos o significado da vida esboçaremos um sorriso sincero
Quando compreendermos o amor seremos verdadeiros seres humanos
Quando apreciarmos a beleza das rosas todos seremos poetas
Quando entendermos o silêncio do oceano ouviremos o sorriso da lua.

A beleza da vida está presente em momentos que tratamos com banalidade
O milagre acontece quando alcançamos um sonho que parecia “impossível”
O amor acontece quando não queremos ser amados
A vida é deslumbrante quando compreendemos a morte.

A sabedoria é um caminho que poucos sabem trilhar
A verdade é uma realidade que poucos querem acreditar
O amor é um sentimento que muitos ainda não sabem amar
A vida é um enigma que as pessoas não querem desvendar.

Quem tem medo de errar nunca vai acertar
Quem tem medo de lutar jamais conseguirá uma vitória
Quem tem medo de ouvir a verdade sempre continuará mentindo
Quem tem medo de amar jamais será feliz.

Saber amar, aceitar, respeitar, compreender os nossos semelhantes
Parece ser algo tão distante aos nossos olhos
Que nos esquecemos de aproveitar mais a vida
Nos esquecemos que podemos amar, respeitar... Fazer tudo isso ao mesmo tempo aproveitando a vida de uma forma totalmente infinita.

Que nós possamos aproveitar os segundos que o tempo nos proporciona
Que nós possamos amar a vida sem receio
Que nós possamos viver a vida sem nos preocupar com coisas banais
Que nós possamos ser dignos de viver uma vida plena
Que nós possamos entender que saber viver bem não é uma obrigação e sim uma dádiva...

Que nós possamos compreender os verdadeiros valores e virtudes da humanidade sem nenhum tipo de preconceito
Que nós possamos ser humildes diante das dificuldades e poder dizer para todas as pessoas que amamos: CARPE DIEM!

Por: Leonardo Bezerra

As mulheres na política.

Hoje, 08 de março, é o dia internacional da mulher, data propícia para discutir a participação da mulher na política. Nas eleições de 2010, pela primeira vez teremos duas mulheres entre os principais candidatos à presidência da República. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pelo PT, e a senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, pelo PV.

Mas, se por um lado, o país pode eleger pela primeira vez uma mulher presidente, ainda precisa caminhar muito para que a participação feminina na política aumente.

As mulheres representam a maioria do eleitorado brasileiro (51%), mas são poucas as que se arriscam a encarar o mundo político.

A Constituição Brasileira reserva 30% das vagas para mulheres nas chapas proporcionais (candidaturas a deputada estadual e federal), mas os partidos quase sempre tem dificuldade para cumprir esta cota. Com isso, as chapas terminam incompletas.

O País tem hoje 45 deputadas federais, ou 8,8% da Câmara, formada por 513 parlamentares. Segundo levantamento da União Interparlamentar (IPU, sigla em inglês), com sede em Genebra, na Suíça, a proporção de mulheres parlamentares no Brasil equivale à metade da média mundial, que é de 17,1%. No Senado, são 10 mulheres de um total de 81 senadores.

Essa baixa participação política se repete nas Assembleias Legislativas e Câmara Municipais por todo o Brasil.

É uma pena! Embora honestidade e competência não tenham gênero, com uma participação feminina maior, nossa representação política seria mais diversificada e mais bonita.

Fonte: http://www.blogdocampbell.com.br

quinta-feira, 4 de março de 2010

Resposta ao comentário do meu amigo Eduardo.

Atualizando algumas matérias hoje no meu modesto blog, percebi que tinha recebido um comentário do meu amigo e universitário Eduardo. Fiquei surpreso com o comentário e falta de informação do mesmo. O comentário era o seguinte:


"Não aguentei e tive de postar este comentário. Você foi paupérrimo em seu post ao falar do grande jornalista que é William Waack. Ele só diz o que diz porque tem moral pra isso. Afinal, respeitemos quem merece. Levar para o lado pessoal é que é #foda! O fato de você ter ficado, digamos "zangado, irritado" com a crítica do jornalista foi porque atingiu o presidente Lula, o qual pertence ao mesmo partdido que você. Não sou nem nunca fui contra Lula, ao contrário sou eleitor de dele!
Agora, por favor, espero que nos próximos posts você seja realista e não diga que todo mundo quer ouvir Lula falar, pois todos sabem que é tudo escrito por outra pessoa. Então, corrigindo sua frase "Ele tem prestígio e autoridade para isso, e todo mundo quer ouvi-lo LER o que os outros escrevem". É isso!


Meu caro amigo Eduardo (Dudu), paupérrimo não é meu artigo, se você estudasse mais história contemporânea do Brasil - e não culpo você por isto, pois és estudante de outra área, de letras, um belíssimo curso - mas não justifica a falta de vontade de conhecer melhor a história do nosso país, você perceberia o quanto faz mal essa Mídia Conservadora que detém o monopólio da comunicação no Brasil.

Ah! Caro amigo, que moral tem o William Waack, um homem de um passado e presente obscuro que se posicionou claramente a favor da ditadura, defendê-do-a com unhas e dentes. Ditadura essa que torturou e matou milhares de militantes, estudantes e professores, inclusive a Pré - Candidata a presidência Dilma, como já foi dito. Que moral companheiro ele tem?

Ah! Meu amigo, indignação faz parte da vida de um ser humano, e aí dele se não tiver. Irritado? Zangado? Não... Não... Apenas não sou do tipo de pessoa que apenas fica na arquibancada torcendo e vendo as coisas de fora, sem fazer nada. Minha mente é subversiva, revolucionária, é uma mente que questiona, que indaga, que é inquieta com as situações. E uma mente desse tipo é uma mente que transforma e não se acomoda que não tem medo de voar pelo simples fato de poder cair.

Quem merece respeito, um dito jornalista que defendeu e defende a ditadura, que faz parte de um sistema de comunicação que, cresceu e hoje tem esse “poder” por conta do seu apoio aos Governos Ditatoriais que ceifou sonhos e vidas de muita gente? Ou um Nordestino, retirante, operário, vindo dos rincões da pobreza que hoje é Presidente, que tirou milhares de pessoas da extrema pobreza, que elevou o salário mínimo ao teto que é hoje, que reconquistou a autoestima dos brasileiros, que mais ampliou as extensões universitárias, que mais abriu escolas técnicas, que é considerado o maior estadista do século, que tem 83% de avaliação positiva? Em fim, veja quem merece respeito.

Outra coisa meu caro, 80% dos discursos de Lula são de improviso, não precisa que alguém escreva, sabe por quê? Por que ele fala com o coração, não está preocupado apenas com a questão estética dos textos. Pergunto-te outra coisa, tu achas que os discursos dos outros políticos são eles quem escrevem?

Meu caro se fosse assim não precisaria de assessores e nem de Secretários. Um bom político não é aquele que escreve seu próprio discurso, e sim aqueles que têm comprometimento com o fazer, com o desenvolver, com a questão social, e isso nosso Presidente tem e faz.

Respeito sua opinião, mas fico triste apenas por um comentário desses ter partido de um Universitário e Professor como você. Mas vivemos numa democracia, cuidado apenas para não cair na armadilha da mídia brasileira, que é simplesmente criar fatos, filosofias e preconceitos, e fazer com que a gente não raciocine e sim fique na arquibancada assistindo, torcendo e só balançando a cabeça, sem saber o que se passa realmente.

No mais, tenho a certeza que, com esse humilde blog contribuo para democratizar a informação e quebrar o monopólio que ainda existe no país.


Continue a comentar. Paz e Bem!!!

O filme que mais vendeu o Brasil!!


terça-feira, 2 de março de 2010

Sobre as pesquisas.

Analisando alguns blogs para ver dados e repercussões da última pesquisa do Datafolha, parei no Blog do Campbell e vi alguns números e cruzamentos importantes a respeito do levantamento feito sobre a corrida presidencial.

Um dado que achei interessantíssimo, entre outros, e que com certeza fará a diferença Pró – Dilma é o seguinte:

Datafolha: Metade dos eleitores de Serra não sabe que Dilma é a candidata de Lula.

Cruzamentos *


Quando o entrevistador apresenta a lista com cinco nomes (Serra, Dilma, Aécio, Marina e Ciro) a maioria, 59%, acerta: é Dilma. Há 32% de “não sabe” e 9% que citam os outros candidatos. Quando mais pessoas souberem que ela é candidata de Lula a tendência é que ela cresça, como já foi dito aqui. Porém quando se cruza estas informações com as intenções de votos surgem uma situação óbvia e uma duvidosa.

- Óbvia é que 88% dos eleitores que declaram voto em Dilma sabem que ela é a candidata apoiada pelo presidente, 9% vem dos eleitores que não sabem que Lula apóia e apenas 3% declaram voto nela pensando que Lula apóia outro candidato.

- A dúvida é sobre os “eleitores de Serra”. Dos que declaram voto no candidato do PSDB, 51% sabem que Lula apóia Dilma (e votam nele independente disso), 7% acham que Serra é o candidato apoiado por Lula, 6% citam os outros candidatos e 36% não sabem que Lula apóia. A questão é: quando a metade de eleitores de Serra descobrirem que Dilma é a candidata de Lula, ele perderá votos?

E os outros candidatos?

Em relação a Aécio, Ciro e Marina apresentam proporção similar a de Serra: um pouco mais de 50% sabem que Lula apóia Dilma, cerca de 35% não sabem e o restante acredita que ele apóia outros candidatos.

Na eminência da derrota, qual será a reação de Serra? Será que ele vai correr quando o “bicho pegar” como fez na Ditadura Militar ou em 2006 quando ficou com medo do banho de votos que o Lula ia dá e correr mais uma vez? Aécio já deu sua “tacada” no Serra ao negar concorrer à vice, apesar da insistência da turma tucana, ele agora que se vire. FHC quer o “tenho jatinho porque posso” Tarso Jereissati para vice. Agora vai... Tarso querer disputar votos com Lula no Nordeste... Agora vai... E para completar os DEMos, eles mesmos, os DEMos, não querem ser preteridos e deram o ultimato ao Governador de São Paulo, ou o vice é dos DEMos ou eles caem fora... Agora vai.... Agora vai...

Pois é, para os analistas de Platão que sempre ficavam subestimando a capacidade de Lula e de Dilma, agora estão atordoados sem ter o que fazer ou explicar.
Tirando meu lado Petista e falando racionalmente, isso é só o começo, esse negócio que Dilma não tem experiência, que Dilma não sabe se portar diante as criticas e aos debates, vai ser desmistificado. Pergunta ao Agripino Maia dos DEMos, o que aconteceu quando ele, que ajudou a ditadura, provocou Dilma dizendo que ela mentiu na prisão quando ela era torturada na ditadura.

Aguardemos a próxima pesquisa e as novas reações.

Por Cezar Miranda
Com http://www.blogdocampbell.com.br/

segunda-feira, 1 de março de 2010

Essa turma não toma jeito.

Por Cezar Miranda.

Lá estava eu acordando para mais um dia de trabalho quando resolvi assistir ao Bom Dia? Brasil desta segunda – feira, para ver qual seria a pérola da vez, depois de um levantamento do Datafolha sobre a sucessão presidencial.

Após uma justa homenagem ao Advogado, empresário e dono de um grande acervo de livros, José Mindlin, Miriam Leitão, a urubóloga de plantão, junto com o Malufista Alexandre Garcia como diz Paulo Henrique Amorim, e o casal de Renatos (a) tanto o Machado quanto a Vasconcellos, esporam seus lados de leitores, dizendo que, a leitura é de fundamental importância para o desenvolvimento de um País. Até aí tudo bem, uma coisa óbvia essa análise deles.

Mas, logo a diante começaram com aquele discurso separatista e preconceituoso. Primeiro a começar com a estória da carochinha foi à apresentadora Renata Vasconcellos: “Nos Estados Unidos a população ler mais... E blá...Blá... Blá...”, logo em seguida emendada por Renato Machado, afirmações típico de pessoas que, Americanizam ou Eurocentrizam tudo o que vier pela frente.

Aí vem a Miriam Leitão, dizendo que é apaixonada pelos versos de Carlos Drumonnd de Andrade. Nossa!!! Que espetáculo, o poeta deve está muito feliz por isso, a economista que mais dá palpite errado na face da terra está dizendo que é fã do poeta, a economista que mais defende FHC/Serra/Neoliberalismo faz jura de amor aos seus poemas, que espetáculo, esplêndido, acho que ele não está gostando nada... Nada... De uma pessoa que defende a venda dos nossos bens para o estrangeiro, que rezou para o Brasil quebrar na crise mundial, ele deve tá amando isso.

Para completar o time, vem o tal do Alexandre Garcia, dizendo que em um País acostumado a não ler, José Mindlin deveria ser exemplo, e que a ignorância de um povo passa por ele não gostar de ler. O que será que ele quis dizer com isso? Que o povo brasileiro é burro? Que o povo brasileiro é ignorante, que não gosta de ler. Por que eles se vangloriam de que são os melhores, como se fossem os únicos que gostassem da leitura.

Ora. O que será leitura para eles, será que é ler os livros do FHC, do Arnaldo Jabor, do Ali Kamel? Será que essa turma não vai cair em si e ver que os grandes culpados do “não costume” de ler dos brasileiros, como eles dizem, além do processo de colonização que excluiu e tirou do povo a educação, foram os Governos passados que não investiam em extensões universitárias? Que estavam se lixando para a camada “mais baixa” da nossa sociedade. E os Realitys Shows deles, ensinam o povo a ler e pensar? E os jornais nacionais da vida, que serviço presta ao povo Brasileiro mentido e omitindo fatos e matérias? Aí que dizer que a Educação do Governo Paulista de Serra é exemplo para o País. Pois é meus caros, esse povo não toma jeito mesmo.

Esse negócio de que os brasileiros não gostam de ler, é balela de uma elite separatista que quer desqualificar os avanços obtidos e a inteligência do nosso povo. E eles, será que são adeptos da leitura mesmo ou é só discurso? Pra que serve a inteligência deles, para ficar se gabando, menosprezando o restante da população. O Brasil e os brasileiros são sim inteligentes, o Brasil e os brasileiros não são acomodados e gostam de ler sim, apenas não curtem tipos de pessoas e livros que só servem para exaltar o ego de alguns ditos “intelectuais” como se intitula FHC.

Mas acho mesmo é que, na eminência da derrota e do estrago causado após a última pesquisa do Datafolha, o desespero e a falta de rumo tomaram ainda mais conta do PIG. Não querer divulgar a pesquisa, tudo bem, agora se aproveitar até da morte de um grande homem como José Mindlin, para tentar influenciar e criar fatos negativos para o País é o fim da picada.